Impressões sobre o Limbo. Por Daniel Breda

 

Do ponto culminante do planeta aos limites do universo observável e de volta em 46 minutos. Ao fim, é bom olhar ao redor e ver a loucura do consumo, a violência, o fanatismo dos confortos materiais e morais. A minúscula e efêmera existência, coroada pela falta de grandeza. Fractais do universo ou buracos negros de si próprios? Ao fim, é bom ver a armadilha da formalidade artística, do regionalismo asfixiante, da forja fordística de talentos (e de “gostos”) musicais. A maiúscula e densa “indústria” cultural, coroada pela falta de grandeza. Fractais da sociedade ou caricaturas de si próprios? Ao fim, é bom olhar a saudade e dar-se o direito de negá-la, pisar no velho espectro de Maat, saudar o de desejo das folhas. A vetusta e esplêndida inspiração, coroada pela falta de certeza. Fractais do zunido do universo, ou deuses de si próprios? Para apreciar, um naraka, um limbo, uma crença, uma promessa, uma maldade, uma meticulosa garoa de acordes, meticulosos silêncios, uma agudeza fina sobre a música, de volta, em 46 minutos, do ponto culminante do universo aos limites das profundezas observáveis de si próprio.

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